Maricá apura suspeita de intoxicação por metanol após consumo de bebida adulterada

Uma mulher deu entrada na UPA de Inoã, em Maricá, após apresentar sintomas de possível intoxicação por metanol, substância altamente tóxica usada indevidamente na fabricação de bebidas alcoólicas falsificadas. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde.
De acordo com o órgão, a paciente recebeu atendimento emergencial na unidade e foi transferida na terça-feira (21)para o Hospital Estadual Anchieta, no Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro. Seu estado de saúde é considerado estável.
A Vigilância Sanitária de Maricá esteve no local onde a bebida foi consumida, recolheu amostras e realiza análises para confirmar se o produto está ligado ao caso.
Situação no estado e no país
O último boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) aponta 17 notificações de possíveis intoxicações por metanol no Rio de Janeiro. Destas, 15 já foram descartadas e as demais seguem sob investigação. Até o momento, nenhum caso confirmado foi registrado no estado.
Em nível nacional, o Ministério da Saúde contabiliza 47 casos confirmados e nove mortes decorrentes da ingestão da substância. O órgão reforça o alerta para que a população evite o consumo de bebidas de procedência duvidosa, especialmente as vendidas de forma informal, sem rótulo ou a preços muito abaixo do mercado.
O perigo do metanol
O metanol é um tipo de álcool altamente tóxico, cuja ingestão — mesmo em pequenas quantidades — pode causar náusea, vômitos, dor abdominal e alterações na visão, podendo evoluir para cegueira e até morte em casos graves.
As autoridades de saúde orientam que, diante de qualquer sintoma após o consumo de bebida alcoólica, a pessoa procure imediatamente atendimento médico e informe o produto ingerido para facilitar o diagnóstico e o tratamento.

